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ENTENDA SOBRE A OBRIGATORIEDADE DE RENOVAÇÃO DE AR PARA AMBIENTES PÚBLICOS E PRIVADOS.

Antes de explanarmos sobre o sistema de renovação de ar, sua utilidade e benefícios, é necessários sabermos a diferença entre sistema de climatização e sistemas de renovação de ar.

Os sistemas de climatização têm por propriedade controlar a temperatura e níveis de umidade do ar. Embora a maioria dos sistemas possua níveis de filtragem, estes filtros, apenas filtram partículas maiores de poeira, mas não atendem na filtragem de agentes contaminantes no ar.  

Os sistemas de renovação de ar têm por propriedade filtrar a mais fina camada de poeira, penugem e também agentes contaminantes. Entendam quais são os agentes contaminantes que podem ser diluídos em níveis aceitáveis e saudáveis pelo sistema de renovação de ar:

Entendam-se contaminantes como poeiras, fenóis desprendidos por móveis, ácaros de carpetes, bactérias corporais proveniente de suor e “tosse”.

Contaminantes Químicos Interiores: Compostos Orgânicos Voláteis: Compostos Orgânicos Voláteis, que são aqueles que possuem em sua constituição, carbono e hidrogênio e, volatilizam-se à temperatura ambiente. Os principais sintomas relacionados à exposição a esses compostos são cansaço, dores de cabeça, tonturas, fraqueza, sonolência, irritação dos olhos e pele. Dióxido de carbono (CO2): produzido através de combustão de combustíveis fósseis e processos metabólicos. Este é responsável pelo controle da frequência de respiração de uma pessoa. O aumento do nível de CO2 provoca a sensação de falta de ar e por consequência a frequência respiratória é aumentada para compensação deste efeito. Sua concentração em ambientes climatizados depende principalmente do número  de ocupantes, uma vez que estes o emitem através do processo de respiração. Óxido de nitrogênio (NO): é resultado de combustões a alta temperatura, como queima de combustíveis de veículos. Entra em ambientes através dos sistemas de captação quando estes estão colocados no nível da rua. Pode interferir no transporte de oxigênio para os tecidos produzindo efeitos parecidos como os do CO e ainda edema pulmonar quando em grandes concentrações. Dióxido de nitrogênio (NO2):  produzido em ambientes internos a partir da queima de combustíveis orgânicos em aparelhos como fogões a gás e aquecedores de ambiente, além de fumaça de cigarro. O NO2 age como um agente irritante, afetando os olhos, pele e a mucosa do nariz, sendo que em altas concentrações pode afetar também a garganta e o trato respiratório. Dióxido de enxofre (SO2): é subproduto de combustão de combustíveis fósseis e compostos a base de enxofre, apresentando cheiro característico em altas concentrações. Apresenta alta solubilidade em água sendo absorvido pelas membranas do sistema respiratório, formando ácido sulfúrico e sulfuroso. Causa danos não só aos ocupantes como também aos equipamentos e móveis, uma vez que em contato com umidade produz produtos corrosivos. Amônia (NH3): utilizada principalmente como gás refrigerante em sistemas de refrigeração de grande porte e também em produtos de limpeza. Apresenta alta solubilidade em água e é bastante tóxico apresentando cheiro característico. Afeta diretamente o trato respiratória superior uma vez que estes são bastante úmidos.

Contaminantes biológicos: Alguns microrganismos ocasionam reações alérgicas, cujos sintomas incluem espirros, olhos lacrimejantes, tosse, deficiência respiratória, letargia, febre e problemas digestivos, além de serem causadores de pneumonia, rinite e asma. De modo geral, as principais doenças associadas a poluentes biológicos são o Mal dos Legionários (ou legionelose, pois tem como agente a bactéria gram-negativa do gênero Legionella); a febre do umidificador (doença que se desenvolve a partir de exposições a toxinas de microrganismos, especialmente daqueles que crescem nos sistemas de ventilação dos edifícios); asma brônquica (espasmos associados à inalação de aerossol biológico); pneumonite alérgica ou alveolite extrínseca; pneumonia (infecção pulmonar associada a bactérias como Estreptococos pneumoniae, Mycoplasma pneumoniae, Staphylococcus aureus, Legionella Ehaemophilus influenza, vírus e alguns tipos de fungos).

Quando é considerada aceitável a qualidade de ar de um recinto?

A qualidade do ar interior de um recinto é considerada aceitável quando não contem poluentes em concentrações consideradas prejudiciais à saúde, e é percebido como satisfatório por grande maioria (80% ou mais) dos ocupantes do recinto.

A renovação com ar exterior permite reduzir, por diluição, a concentração de poluentes gasosos e vapores gerados internamente, que não podem ser retidos em filtros de partículas ou retirados na fonte, tais como o dióxido de carbono, odores e componentes orgânicos voláteis. Reduz também a concentração dos outros poluentes eventualmente não retidos nos filtros, tais como poeiras muito finas, microrganismos, e fumaça de cigarro, que são retirados do ambiente com a exaustão do ar deslocado pelo ar de renovação.

As vazões de ar exterior recomendadas independem do tamanho ou do tipo de instalação, sendo válidas, inclusive, para sistemas mini-split ou aparelhos de janela.

A vazão de insuflação é geralmente determinada pelas necessidades térmicas do recinto; deve-se, no entanto garantir a cada recinto uma vazão mínima, de acordo com os seguintes critérios.

A diluição com ar exterior reduz o risco de transmissão de infeções e alergias por agentes patogênicos gerados no ambiente interior. Esta transmissão se dá geralmente por núcleos de gotículas na faixa de 1 a 5 m, que são facilmente retidas em filtros de partículas.

Admite-se que uma renovação do ar ambiente com um mínimo de 7,5 L/s por pessoa com ar exterior, proporcione uma diluição suficiente destes contaminantes e um controle adequado de sua transmissão.

Existe todo um procedimento de calculo da vazão de ar renovado para cada tipo de ambiente e atividade dos ocupantes, vazão que garante a dissolução de poluentes químicos e biológicos.

Mas o que determina a eficácia do sistema adotado é um bom projeto conhecendo todas as nuances do recinto. Podendo ser desde uma simples sala de escritório a um quarto de isolamento por doença contagiosa.

Através da lei do plano de manutenção, operação e controle LEI Nº 13.589, DE 4 DE JANEIRO DE 2018, também se faz obrigatório edificações públicas e privadas ter um sistema de renovação de ar.

Qual é a melhor tecnologia de filtragem para contaminantes biológicos e químicos?

O sistema de dupla filtragem, que corresponde filtro fino com poder bactericida, para casos de recirculação de ar e para a TAE (tomadas de ar exterior) é uma pré-filtragem com posterior filtro fino. O que determina o nível de filtragem é a qualidade do ar exterior.

O projetista deve ter conhecimento desse fator. Hoje o melhor sistema de renovação de ar é aquele que não só filtra o ar externo, mas também baixa sua temperatura, são equipamentos com principio de roda entalpica. Explica o engenheiro mecânico da Refrigeração Manchester, Engº Antônio Robson Nunes.

Referencias:

Lei – Planalto www.planalto.gov.br 

https://abrava.com.br

 

 

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